domingo, 3 de novembro de 2013

Sonho de Liberdade

Que fazer quando o corpo simplesmente não obedece às ordens estabelecidas pela razão, inebriando-se pelas ideias do coração? Que atitude tomar, se os braços tornam-se imóveis perante o outro, disputando na psiquê o que realmente deseja, o insensato?

Encontro-me em perdição. Sem saber qual rumo tomar, de que palavras e de que gestos devo me utilizar. Vestir-me de outros trajes não irá ser sincero, no entanto não posso ignorar a existência do fator que tanto me atordoa.

Quanto mais penso, mais perco-me em meus pensamentos. É difícil compreendê-los. Nem mesmo eu consigo, com êxito, tal façanha. Sinto como se eu estivesse prestes a despencar num precipício, equilibrando-me numa frágil corda, que está para arrebentar a qualquer momento e só tenho duas saídas: Buscar uma força sobrenatural e erguer-me rapidamente, antes da queda... Ou permitir-me cair, jogando-me no vazio eterno. O pior é que não sei qual delas 'escolher'.

Enquanto eu poderia ir de encontro à alguma felicidade, cultivando mudanças, evoluindo, olhando para todos os lados... Cismo em olhar pra trás, observar o passado e viver dele, causando dores não somente em mim. Cismo em outrora, cismo na época dourada. Porém até mesmo nela havia sofrimento, por mais que ela possa parecer, agora, tão colorida e vivaz. Havia um pouco de cinza nela também. E hoje posso observar que o presente é tão negro e sem cores, pois o colorido morreu junto à aquarela vazia sob a mesa.

Porque não deixá-la ir embora? Cismo em nutrir expectativas de alguma mudança totalmente irracional e ilusória... Mudanças nem mesmo cogitadas. Cismo em viver ilusões insensatas. Em viver sonhando. Será que um dia conseguirei acordar? Será que tirarei o véu que tapa meus olhos? E me faz ter os pés e todo o corpo nas nuvens...?

Thais Barbiere
02-02-2008

domingo, 27 de outubro de 2013

So This Is Goodbye



Cantor: William Fitzsimmons

Within half an hour you 
will be gone and I won't see you anymore 
You left my love on the line 
And said that you were leaving 
And you won't come home again
And you won't come home again

And I'll miss you like you're dead 
But I never got to grieve you 
Cause I saw you 
In the arms of someone else

So your phantom follows me 
Like a child would his mother 
Or a lover who never said goodbye 
It's only saying goodbye

And I cry myself to sleep 
And you thought I was happy 
I was lonely 
Had nowhere to go

And I heard that you moved on 
Found a brand new family 
And changed your married name 
And everything has changed

And I'll miss you like you're dead 
And find a way to grieve you 
Cause I need to 
Try and start again

And your ghost will have to leave
Like a child would his mother
Or a lover
Who has to say goodbye
So this is goodbye
So this is goodbye
So this is goodbye
Goodbye 
So this is goodbye
So this is goodbye
So this is goodbye
So this is good... bye.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Morfina



Uma dor forte no peito.
Fazia tempo que eu não sentia algo do tipo.

É uma dor como se meu coração estivesse sendo amassado, 
fortemente, por um punho fechado
com extrema força e tamanho ardor.
É como se o sangue de meu coração escorresse por entre os dedos violentos.
É como se houvesse um buraco no meu peito. Oh Deus, ai de mim!
E a respiração está fraca, como se meus pulmões não conseguissem trabalhar,
e estivessem tentando ao máximo me prover um tantinho de fôlego.
Incessantemente.

A dor forte logo vai se transformando em algo comum.
Em uma dor que há muito tempo eu já conheço.
Dor contínua. Dor taciturna. Dor amiga.
Sinto o ar rarefeito e um pouco gélido.
O vento agride minha pele pálida, e meus cabelos loiros acinzentados voam,
como que procurassem o seu verdadeiro recanto.

Sinto dúvidas se um dia algo irá se resolver...
A dúvida corrói mais do que o problema em si.
Sinto que não há mais nada a ser feito, já fui derrotada nesta luta 
que perdura desde meus 13 anos...
Sinto que perdi, embora eu faria todo o possível (e o impossível) para corrigir.
Bastaria uma palavra: Sim.
E eu seria capaz de abandonar tudo. 
(Sinto-me tão inocentemente frágil nesse momento)

Quero Morfina.
Ou qualquer outra droga capaz de curar essa dor,
essa falta de ar e esses olhos lacrimejantes.
Quero Morfina, pois é a única coisa que pode impedir tão severo sofrimento,
dor tão crônica,
espasmos tão loucos.
Quero a Morfina... Para me proporcionar momentos de torpe. 
Uma anestesia geral.
Deus, se tu existes...
Permita-me não mais sentir: Quero viver dormente.

Th. Barbiere
25-09-2013

sábado, 31 de agosto de 2013

Obsessão

Meu coração está partido,
De dor, de sofrimento e solidão.
Está doendo, está ferido,
Por não ter você, minha paixão.
É duro suportar,
Está horrível dor.
Amar, só por amar,
Sem ter o seu amor.
É ser infeliz.
Serei feliz então.
Quando eu conquistar seu coração.
Você é quem sempre eu quis
Este amor já é obsessão
Nem que seja em outra encarnação.
 Elcio José de Moraes

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Yellin' Fighter

Oh I wonder if this war will never end.
My arms are tired and my soul is haunted.
Sorrow fulfills my hollow eyes,
Why, oh Lord, why can't I die?

There is always a new battle,
For the green fields we must fight!
To save the maiden inside the dungeon.
There is always a new battle for my heart.

Soldier with an insecure heart,
Fighter with so trumbling hands.
Priest with no true faith,
Thief with no will to steal.

I've got no reasons to keep with life,
As long as my heart is not alive.
I lost my faith in mankind,
When love's such a cruel assassin.

Lord, oh Lord... Please leave me to die.
In battle I shall end my life.
There is no justice in my existence.
Sword, take my blood.

Thais B. (18/06/2013)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ó Tristeza

" (...) Entorpeceu-me o olhar; meu pulso fraquejava;
Não doía a dor, nem o prazer tinha inda flores:
Por que não vos fundistes, a deixar-me o espírito
Deserto do que quer que fosse - exceto o nada?"

John Keats

domingo, 11 de agosto de 2013

A arte do meu Desassossego

O meu desejo é fugir. Fugir ao que conheço, fugir ao que é meu, fugir ao que amo. (...) Quero não ver mais estes rostos, estes hábitos e estes dias.” Fernando Pessoa, O Livro do Desassossego
“Há qualquer coisa de longínquo em mim neste momento. Estou de fato à varanda da vida, mas não é bem desta vida. (...) Sou todo eu uma vaga saudade, nem do passado, nem do futuro: sou uma saudade do presente, anônima, prolixa e incompreendida.” Fernando Pessoa, O Livro do Desassossego.

Eis que ergue-se o muro de minhas lamentações! Adoraria poder fugir desta existência.
Fugir pra longe, tão longe. Longe muito além do que pudesse ser visto.
Fugir pra outra realidade, fugir para outra vida.
Fugir de mim mesma e de meus sentimentos.

Não acho que fugir faz parte de minha força,

porém considero positiva a ideia incessante de férias de mim mesma.
A ideia de poder descansar de meus pensamentos,
aquietar minhas dores e meus sorrisos pesarosos.

A ideia de, finalmente, correr livremente num campo verdejante,

sem me preocupar com nada, senão com o próprio nada.
Observar o Sol e a chuva, com a mesma parcialidade,
e alegremente, louvar essas belíssimas férias do dia-a-dia.

Não penso em hotéis luxuosos, tampouco perder-me em vaidades,

penso em isolar-me de quaisquer sentimentos,
bons ou ruins,
e vivenciar dias de inércia absoluta.

Encostar numa árvore e encontrar a paz,

enquanto leio livros e mais livros, e embebedo-me de palavras.
E alimento-me da vida contida,
como um filho se alimenta do leite materno.

E meus olhos calmos porém profundos,

benevolentes porém severos,
presenciarem cenas outras senão as diárias,
e cobiçar novamente os ruídos de minha mente perturbada.

Apaziguar-me comigo mesma, num abraço em meus braços,

e dar-me o ósculo que me recusam.
Deitar em meu leito frio e solitário, reparando que junto dele, os poetas dormem:
O Dante, Lord Byron, Fernando Pessoa e Álvares de Azevedo.

Meus doces amigos, no leito de minha morte diária,

com suas palavras repletas de desassossego e constante inconstância,
acalmam-me os desânimos,
e me trazem de volta a esta longa e complexa caminhada sem fim.

Thais, the Wanderer

11-08-2013

domingo, 4 de agosto de 2013

Definitely quitting

Quittin' you - The Band Perry

I don't know what I was thinking
You were no good but you could do some fancy talking
I know your tricks and delight for a Gumball Machine
You can keep your quarter man 'cause you won't get nothing sweet out of me

I'm quitting, quitting, quitting, I'm quitting you
Like a girl wants her chocolate, yeah, I know that I'll miss you
But I'm quitting, quitting, quitting, I'm not kidding I'm kicking you,
Cause you're my bad habit and I'm quitting you

What don't know what the heck you're thinking
It's gonna, gonna take a better man, I bet, to win my hand,
I'm not gonna play your game, I don't like the high stakes,
I'd rather sit alone at home than one more round of old maid

I'm quitting, quitting, quitting, I'm quitting you
Like a gambler leaving Vegas, boy, you know that I'll miss you
But I'm quitting, quitting, quitting, I'm not kidding I'm kicking you,
Cause you're my bad habit and I'm quitting

Cold turkey, giving you the cold shoulder,
Off, like a band-aid, one quick sting, then it's over

I'm quitting, quitting, quitting, I'm not kidding I'm kicking you,
Cause you're my bad habit and good ... have it,
You're my bad habit and I'm quitting you.