sábado, 2 de março de 2013
Reflexões de uma tarde de Março
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Amor - pt 1
Amor, quero que acredites
Que se tu não me queres,
a vida me pode ser cortada.
E de meu ser, nenhum sussuro se há de ouvir.
Amor, saibas que não vou me aquietar
até que estejas entrelaçado a meus membros,
até que tua fronte suspire batidas sob a minha,
até que que nossas atuais insônias virem sonos de alívio.
Amor, saibas que compreendo e já sei
Sei que tua alma respira minha presença ausente,
Sei que tua mente se embebeda de meu néctar de vida,
Sei que teu ser se alimenta de minhas palavras vagas porém sinceras.
Amor, meu amor — onde quer que estejas
Estás aqui, como fantasma no sótão,
em meio ao meu mundo dos sonhos,
onde estamos livres das inconsistências da vida.
Th. 21/11/2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
O gelo que se finda
Profundíssimamente morta, desamparada
Sem rumo, no berço do nada...
Estava eu, minh'alma e a sorte
Inócua, gélida, absorte.
Meu coração mais se assemelhava a um deserto,
Com um futuro negro e certo.
Meus olhos fitavam o horizonte sem nada sentir,
E o corpo adequara-se a mentir.
Mentia para si próprio ao fingir que estava bem,
Mentia para os outros ao mostrar ser alguém.
Sentia-me perdida e sem afeto,
Internalizar a tristeza parecia o correto.
Nem mesmo as flores ou os mares,
Conseguiam distrair-me de meus males.
Eu postergava o medo como quem o cuida com carinho,
E acariciava seu rosto, de mansinho.
A natureza, paraíso dos poetas,
Nem ela me oferecia quaisquer metas.
Ainda me sentia frígida e descontente,
Vivia somente seguindo o presente.
Até que um estalo se dá em minha fronte,
Consigo finalmente sair do velho monte.
E palavras igualmente doloridas escuto ecoar,
No distante continente, a brilhar.
Enxergo, lá no alto, a estrela da sorte,
Que ela, e somente ela, me puxa da morte.
Seus braços fortes envolvem-me por inteira,
E, no abismo, retiram-me da beira.
E das palavras... Quem sabe, poucas?
Ou muitas? Mas ricas.
Embebedo-me sem mais pensar.
Deste néctar, hei de me deliciar.
E em teu doce coração, apoio o meu.
Sem mais temer o que perdeu,
Meu peito arde em prazer e alegria,
e sorri, em tua companhia.
Ó, e as estradas tortuosas da vida
foram nada menos, ou mais ainda, que a viga,
que estruturou-me e calejou-me, prontamente,
contra as dores e melancolias da mente.
Essas estradas, e os sentimentos em vão...
Eu os agradeço, com emoção!
Pois eles que levaram-me a ti, meu amor!
E nada, nada mais me parece sem cor.
Beije-me agora e nada mais.
Penetre em minha vida com tuas raízes fatais.
És minha ânsia, meu príncipe, meu sonho fugaz,
Alimenta-me de tuas palavras essenciais.
Beije-me agora... Como nunca beijou outro alguém!
Quero ser tua, em alma e corpo, e de mais ninguém!
Enfeitiça-lo-ei com meu perfume e olhar,
E a harpa de teu coração irei tocar.
Th.
25-09-2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Da Minha Ausência
Banda: Dwelling
Adeus, outono!
Sinto uma angústia. Um misto de desespero com paz. Inquietação com tranquilidade. Que me ocorre?
Estranho conseguir seguir em frente...
Simplesmente me parece que o mundo agora gira com mais força e vigor. Talvez, com mais vontade.
É isso, vontade.
Estranho.
É como se o coração estivesse, sôfrego, gritando palavras de alegria e alívio. Sem me consultar.
Ao mesmo tempo, sinto que a mente concorda. Deixou de lado a lógica por um tempo.
Tão estranho.
Novamente acordar e sorrir.
Novamente dormir sorrindo.
Estranho.
Acho que desacostumei com a felicidade.
(...)
Sinto que o coração palpita a cada palavra, cada sussurro, cada contato.
Estranho demais.
Um sorriso brotando simplesmente pela presença... Longínqua.
Aquele frio que me circulava não mais me congela.
E a tristeza do mundo não mais me exaspera.
Estranho.
O corpo deseja, impetuosamente.
A mente deseja, senão com ainda mais ímpeto.
O coração se cala... E ao mesmo tempo, grita.
Respira, coração.
Estranho.
Antes era tão fácil controlá-lo.
(...)
E ainda assim agradeço aos céus por essa dádiva.
Achei que nunca mais fosse sorrir por alguém.
De alguém.
Com alguém.
Tão estranho.
Não consegui me acostumar ainda com essa sensação de quietude n'alma.
Uma quietude sentimental.
Transbordando sensações, como vulcão em erupção.
Achei que estivesse extinto.
(...)
É, me é estranho.
Olhar para o horizonte e cobiçá-lo.
Sem aquela nostalgia maldita e aquela dor incômoda.
Tão diferente não se decepcionar.
É quase como esperar a luz, quando se é de madrugada.
Sabe-se que o dia a trará.
E tudo isso é estranho.
Não ter mais controle de si, quando se achava totalmente certa.
Totalmente deserta.
Totalmente vazia.
Sem dúvida alguma, é estranho.
É abrupto, é recente, é invasor.
Mas é o marco de uma nova era.
Onde o mar é límpido, mesmo com sua impureza.
A rosa desabrochando quando suas pétalas só caíam.
É primavera.
Adeus, outono!
Th. - midnight
23-09-2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Let´s spread the poetry...
Th.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
My Curse
Like a disease, thy ghost.
Seems like it will never disappear.
I feel I'm a bird in a cage,
and I can never go away.
Locked inside my memories,
that haunt me everyday,
I'm a hollow heart
In a dead world.
Living without any trace of hope,
No expectation of goodness.
I see no future in anything
And nothing makes me desire.
Pain left me with inertia.
My only true friend.
I'm lost in this cruel existence
Bound to fail.
This black and white world
Is so damn cold,
cold as my non-beating heart,
that can freezes any Sun.
Love made me die,
in every little piece of heaven.
My personal hell,
my solitude.
Thou maketh my coffin,
my dearest plague.
I hope you suffer well,
fallen angel.
Th.
02/07/2012

