segunda-feira, 8 de abril de 2013
Why don't you kill me?
You make me feel pain and pleasure,
You forced me more than never
That's really too strange to measure,
so I'd prefer not to have you ever.
If feelings for you are always superficial and vain,
It's so not me, I'm deep and intense
If you don't have a heart to maintain,
Just let me here in my cold mountain.
In the first times, you were so kind and sweet,
You were softly holding me in peace
then you started to treat me like a piece of meat,
not caressing in my times of need.
If all you wanted was physical,
Sorry, I want much more, something mystical
If all you do is torture me,
So why don`t you kill me now?
Th.
4:13 PM 6/27/2011
domingo, 10 de março de 2013
À luz da Taberna - Parte 1: Edgar
O jogo, ora divertido, ora melancólico ou cruel, nos agrega. Seja pelo horror ou pela diversão. A experiência vai sendo construída constante e progressivamente, e há momentos de intenso tédio. O desprazer faz parte — Mais do que sequer imaginamos — do jogo da vida, onde muitas vezes ganha-se mais ao aprender o dom do silêncio.
Saber silenciar-se nos momentos certos é mais do que uma alternativa, é sapiência. Num mundo onde as palavras são utilizadas em vão, saber utilizá-las mo momento certo é belíssimo, caro curioso!
O tédio? Esse, meu querido leitor, anda de mãos dadas com a solidão. São amigos de longa data. E devo aqui dizer — ambas são valorosas (porém altamente perigosas) companhias. Quem os busca ou se deixa levar deve manter-se ciente que suas presenças podem ser fatais.
Quanto a mim, eles me servem muitissimamente bem.
— Taberneira! Mais vinho!
Nesta vida, a única coisa que não pode faltar é a ardência da ebriedade! Amor? Ora, não seja tolo, meu doce leitor! Se amor são beijos e carícias intensas, no frenesi do desejo... Então amais! E bebeis! Porque não se pode esperar muito mais da vida do que esta libertinagem louca e passional. E álcool, para suportar o fardo de estar vivo.
— Taberneira, tagarelais e não completas meu vinho! Ande, mulher!
quinta-feira, 7 de março de 2013
De vagar
ainda assim, ela arranja forças, dia após dia, para continuar
nesta constante busca por auto-afirmação.
Ela tenta entender o mundo,
e nessa estrada de sonhos, acaba se perdendo.
Perde o raio de alegria no olhar.
Pobrezinha, pobre menina, tenta curar o mundo,
mas ela é quem precisa de cura
no coração e na alma.
Tu precisas divagar, menina... Devagar.
O mundo corre e tu tentas correr junto,
mas acabas caindo, e choras feito menina.
Devagar, e vagueie devagar.
Haverás de recuperar o brilho em teu olhar,
e a esperança em teu coração, minha querida.
Th. B.
07-03-2013
sábado, 2 de março de 2013
Reflexões de uma tarde de Março
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Amor - pt 1
Amor, quero que acredites
Que se tu não me queres,
a vida me pode ser cortada.
E de meu ser, nenhum sussuro se há de ouvir.
Amor, saibas que não vou me aquietar
até que estejas entrelaçado a meus membros,
até que tua fronte suspire batidas sob a minha,
até que que nossas atuais insônias virem sonos de alívio.
Amor, saibas que compreendo e já sei
Sei que tua alma respira minha presença ausente,
Sei que tua mente se embebeda de meu néctar de vida,
Sei que teu ser se alimenta de minhas palavras vagas porém sinceras.
Amor, meu amor — onde quer que estejas
Estás aqui, como fantasma no sótão,
em meio ao meu mundo dos sonhos,
onde estamos livres das inconsistências da vida.
Th. 21/11/2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
O gelo que se finda
Profundíssimamente morta, desamparada
Sem rumo, no berço do nada...
Estava eu, minh'alma e a sorte
Inócua, gélida, absorte.
Meu coração mais se assemelhava a um deserto,
Com um futuro negro e certo.
Meus olhos fitavam o horizonte sem nada sentir,
E o corpo adequara-se a mentir.
Mentia para si próprio ao fingir que estava bem,
Mentia para os outros ao mostrar ser alguém.
Sentia-me perdida e sem afeto,
Internalizar a tristeza parecia o correto.
Nem mesmo as flores ou os mares,
Conseguiam distrair-me de meus males.
Eu postergava o medo como quem o cuida com carinho,
E acariciava seu rosto, de mansinho.
A natureza, paraíso dos poetas,
Nem ela me oferecia quaisquer metas.
Ainda me sentia frígida e descontente,
Vivia somente seguindo o presente.
Até que um estalo se dá em minha fronte,
Consigo finalmente sair do velho monte.
E palavras igualmente doloridas escuto ecoar,
No distante continente, a brilhar.
Enxergo, lá no alto, a estrela da sorte,
Que ela, e somente ela, me puxa da morte.
Seus braços fortes envolvem-me por inteira,
E, no abismo, retiram-me da beira.
E das palavras... Quem sabe, poucas?
Ou muitas? Mas ricas.
Embebedo-me sem mais pensar.
Deste néctar, hei de me deliciar.
E em teu doce coração, apoio o meu.
Sem mais temer o que perdeu,
Meu peito arde em prazer e alegria,
e sorri, em tua companhia.
Ó, e as estradas tortuosas da vida
foram nada menos, ou mais ainda, que a viga,
que estruturou-me e calejou-me, prontamente,
contra as dores e melancolias da mente.
Essas estradas, e os sentimentos em vão...
Eu os agradeço, com emoção!
Pois eles que levaram-me a ti, meu amor!
E nada, nada mais me parece sem cor.
Beije-me agora e nada mais.
Penetre em minha vida com tuas raízes fatais.
És minha ânsia, meu príncipe, meu sonho fugaz,
Alimenta-me de tuas palavras essenciais.
Beije-me agora... Como nunca beijou outro alguém!
Quero ser tua, em alma e corpo, e de mais ninguém!
Enfeitiça-lo-ei com meu perfume e olhar,
E a harpa de teu coração irei tocar.
Th.
25-09-2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Da Minha Ausência
Banda: Dwelling
Adeus, outono!
Sinto uma angústia. Um misto de desespero com paz. Inquietação com tranquilidade. Que me ocorre?
Estranho conseguir seguir em frente...
Simplesmente me parece que o mundo agora gira com mais força e vigor. Talvez, com mais vontade.
É isso, vontade.
Estranho.
É como se o coração estivesse, sôfrego, gritando palavras de alegria e alívio. Sem me consultar.
Ao mesmo tempo, sinto que a mente concorda. Deixou de lado a lógica por um tempo.
Tão estranho.
Novamente acordar e sorrir.
Novamente dormir sorrindo.
Estranho.
Acho que desacostumei com a felicidade.
(...)
Sinto que o coração palpita a cada palavra, cada sussurro, cada contato.
Estranho demais.
Um sorriso brotando simplesmente pela presença... Longínqua.
Aquele frio que me circulava não mais me congela.
E a tristeza do mundo não mais me exaspera.
Estranho.
O corpo deseja, impetuosamente.
A mente deseja, senão com ainda mais ímpeto.
O coração se cala... E ao mesmo tempo, grita.
Respira, coração.
Estranho.
Antes era tão fácil controlá-lo.
(...)
E ainda assim agradeço aos céus por essa dádiva.
Achei que nunca mais fosse sorrir por alguém.
De alguém.
Com alguém.
Tão estranho.
Não consegui me acostumar ainda com essa sensação de quietude n'alma.
Uma quietude sentimental.
Transbordando sensações, como vulcão em erupção.
Achei que estivesse extinto.
(...)
É, me é estranho.
Olhar para o horizonte e cobiçá-lo.
Sem aquela nostalgia maldita e aquela dor incômoda.
Tão diferente não se decepcionar.
É quase como esperar a luz, quando se é de madrugada.
Sabe-se que o dia a trará.
E tudo isso é estranho.
Não ter mais controle de si, quando se achava totalmente certa.
Totalmente deserta.
Totalmente vazia.
Sem dúvida alguma, é estranho.
É abrupto, é recente, é invasor.
Mas é o marco de uma nova era.
Onde o mar é límpido, mesmo com sua impureza.
A rosa desabrochando quando suas pétalas só caíam.
É primavera.
Adeus, outono!
Th. - midnight
23-09-2012
