segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Inércia e Euforia
Poema de apenas uma face
Ele me olhou e falou,
num sussurro alto,
num berro e num salto:
'Vai, Thais! Ser gauche na vida!'
E eu, como despedida,
virei as costas e bufei:
- Não fales o que já sei!
Senhor anjo, me explique
agora, com carinho, e recite
outras palavras menos dolorosas
que aquelas, por demais rancorosas.
Mereço por quê?
Não cumpri meu dever?
Diga-me, já nasci para ser
com um destino sem poder?
Quieta, calada, mau-humorada,
ranzinza, solitária, e desesperada.
Largue de meus pés!
Queres que eu seja quem tu és?!
Anjo sem escrúpulos, ó anjo torto!
Mude minha sorte de reles morto...!
Thais Barbiere
16.06.2006 (01:08)
domingo, 3 de novembro de 2013
Sonho de Liberdade
Encontro-me em perdição. Sem saber qual rumo tomar, de que palavras e de que gestos devo me utilizar. Vestir-me de outros trajes não irá ser sincero, no entanto não posso ignorar a existência do fator que tanto me atordoa.
Quanto mais penso, mais perco-me em meus pensamentos. É difícil compreendê-los. Nem mesmo eu consigo, com êxito, tal façanha. Sinto como se eu estivesse prestes a despencar num precipício, equilibrando-me numa frágil corda, que está para arrebentar a qualquer momento e só tenho duas saídas: Buscar uma força sobrenatural e erguer-me rapidamente, antes da queda... Ou permitir-me cair, jogando-me no vazio eterno. O pior é que não sei qual delas 'escolher'.
Enquanto eu poderia ir de encontro à alguma felicidade, cultivando mudanças, evoluindo, olhando para todos os lados... Cismo em olhar pra trás, observar o passado e viver dele, causando dores não somente em mim. Cismo em outrora, cismo na época dourada. Porém até mesmo nela havia sofrimento, por mais que ela possa parecer, agora, tão colorida e vivaz. Havia um pouco de cinza nela também. E hoje posso observar que o presente é tão negro e sem cores, pois o colorido morreu junto à aquarela vazia sob a mesa.
Porque não deixá-la ir embora? Cismo em nutrir expectativas de alguma mudança totalmente irracional e ilusória... Mudanças nem mesmo cogitadas. Cismo em viver ilusões insensatas. Em viver sonhando. Será que um dia conseguirei acordar? Será que tirarei o véu que tapa meus olhos? E me faz ter os pés e todo o corpo nas nuvens...?
Thais Barbiere
02-02-2008
domingo, 27 de outubro de 2013
So This Is Goodbye
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Morfina

Uma dor forte no peito.
Fazia tempo que eu não sentia algo do tipo.
É uma dor como se meu coração estivesse sendo amassado,
fortemente, por um punho fechado
com extrema força e tamanho ardor.
É como se o sangue de meu coração escorresse por entre os dedos violentos.
É como se houvesse um buraco no meu peito. Oh Deus, ai de mim!
E a respiração está fraca, como se meus pulmões não conseguissem trabalhar,
e estivessem tentando ao máximo me prover um tantinho de fôlego.
Incessantemente.
A dor forte logo vai se transformando em algo comum.
Em uma dor que há muito tempo eu já conheço.
Dor contínua. Dor taciturna. Dor amiga.
Sinto o ar rarefeito e um pouco gélido.
O vento agride minha pele pálida, e meus cabelos loiros acinzentados voam,
como que procurassem o seu verdadeiro recanto.
Sinto dúvidas se um dia algo irá se resolver...
A dúvida corrói mais do que o problema em si.
Sinto que não há mais nada a ser feito, já fui derrotada nesta luta
que perdura desde meus 13 anos...
Sinto que perdi, embora eu faria todo o possível (e o impossível) para corrigir.
Bastaria uma palavra: Sim.
E eu seria capaz de abandonar tudo.
(Sinto-me tão inocentemente frágil nesse momento)
Quero Morfina.
Ou qualquer outra droga capaz de curar essa dor,
essa falta de ar e esses olhos lacrimejantes.
Quero Morfina, pois é a única coisa que pode impedir tão severo sofrimento,
dor tão crônica,
espasmos tão loucos.
Quero a Morfina... Para me proporcionar momentos de torpe.
Uma anestesia geral.
Deus, se tu existes...
Permita-me não mais sentir: Quero viver dormente.
Th. Barbiere
25-09-2013
sábado, 31 de agosto de 2013
Obsessão
De dor, de sofrimento e solidão.
Está doendo, está ferido,
Por não ter você, minha paixão.
Está horrível dor.
Amar, só por amar,
Sem ter o seu amor.
Serei feliz então.
Quando eu conquistar seu coração.
Este amor já é obsessão
Nem que seja em outra encarnação.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Yellin' Fighter
Oh I wonder if this war will never end.
My arms are tired and my soul is haunted.
Sorrow fulfills my hollow eyes,
Why, oh Lord, why can't I die?
There is always a new battle,
For the green fields we must fight!
To save the maiden inside the dungeon.
There is always a new battle for my heart.
Soldier with an insecure heart,
Fighter with so trumbling hands.
Priest with no true faith,
Thief with no will to steal.
I've got no reasons to keep with life,
As long as my heart is not alive.
I lost my faith in mankind,
When love's such a cruel assassin.
Lord, oh Lord... Please leave me to die.
In battle I shall end my life.
There is no justice in my existence.
Sword, take my blood.
Thais B. (18/06/2013)
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Ó Tristeza
" (...) Entorpeceu-me o olhar; meu pulso fraquejava;
Não doía a dor, nem o prazer tinha inda flores:
Por que não vos fundistes, a deixar-me o espírito
Deserto do que quer que fosse - exceto o nada?"
John Keats
