Silence speaks softly... I'd like to whisper gently while my hands hold thy heart.
Even drowned on thy blood, which tastes sweet... Sweet as a brandy wine. I lay my tongue and drink it all. Thirsty for thee.
Maybe that's only a desire. Or maybe I'm going insane. Hell knows I don't care for what another individuals may say.
I'm only playing a riddle I'll never be sure of it trully means.
Thy face is like an broken glass when these empty eyes cry. Crying a river that flows to my soul.
And alas! My life is a poetic tragedy. A life of a fool, living as it wasn't life at all! The greatest thing is living without thinking of what tomorrow can brings. We could wait patiently until path sew, millimeter after millimeter, our destination to nowhere.
Thy riddle is still inside of me. It burns and I couldn't blow thy candle away.
Could never unveil or solve it through my eyes or my skin.
I doubt my senses. I have none to discover thine.
My lunatic thoughts... Once in a blue moon they appear screaming and words help me vomiting all possible visceral agony of waiting.
Th.
domingo, 21 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
If thou kiss not me?

| Love's Philosophy | ||
| by Percy Bysshe Shelley | ||
The fountains mingle with the river And the rivers with the ocean, The winds of heaven mix for ever With a sweet emotion; Nothing in the world is single, All things by a law divine In one another's being mingle— Why not I with thine? See the mountains kiss high heaven, And the waves clasp one another; No sister-flower would be forgiven If it disdain'd its brother; And the sunlight clasps the earth, And the moonbeams kiss the sea— What is all this sweet work worth If thou kiss not me? | ||
Descrevendo:
Percy Bysshe Shelley
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Confissão silente
Tempo agradável. O friozinho inebria minha mente com inúmeras palavras tal qual o amor incendeia o coração de um mancebo enamorado. Uma vontade súbita de escrever por horas a fio me surge como uma necessidade, não unicamente intelectual, mas fisiológica. Pudera eu reservar um singelo dia de minha limitadíssima existência para embebedar-me de literatura e anoitecer, sonhando (acordada ou não - afinal a insônia é o alimento do pensamento) com poemas de amores: suas graças e dissabores; poemas tristes e melancólicos: o spleen inconfundível da alma! Pudera eu erguer meu onírico castelo medieval e cercar-me de magia! Observo porém minha face inconsolável sob o lago mudo. As lágrimas caem do céu e molham meu corpo, e meus lábios repentinamente sorriem frente a agradabilíssima sensação de sentir!
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Demência
Quando olho para mim não me percebo
Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.
Nem nunca propriamente reparei
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei
Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
Álvaro de Campos
Descrevendo:
Álvaro de Campos
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Do vale à montanha...
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por Quinta e por fonte,
Caminhais aliados.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
Da montanha ao monte,
cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por Quinta e por fonte,
Caminhais aliados.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.
Fernando Pessoa
Descrevendo:
Fernando Pessoa
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Espelho não me prova que envelheço...
Fazem 8 dias que completei 22 primaveras... E ainda assim não me enxergo como tal. A idade mental nem sempre corresponde com a física, mas também sei que não sou mais uma menina. Moçoila talvez?...
Ao pensar que se passou mais um ano, não sinto exatamente tristeza ou contentamento, mas uma sensação de alívio por ter atingido alguns goals que eu precisava há muito tempo. Agora trato de criar outros tantos, a curto, médio e longo prazo. O mais importante é não deixar de ter objetivos e sonhos. Quanto mais difíceis, mais interessante é a busca.
Espelho não me prova que envelheço
O espelho não me prova que envelheço
Enquanto andares par com a mocidade;
Mas se de rugas vir teu rosto impresso,
Já sei que a Morte a minha vida invade.
Pois toda essa beleza que te veste
Vem de meu coração, que é teu espelho;
O meu vive em teu peito, e o teu me deste:
Por isso como posso ser mais velho?
Portanto, amor, tenhas de ti cuidado
Que eu, não por mim, antes por ti, terei;
Levar teu coração, tão desvelado
Qual ama guarda o doce infante, eu hei.
E nem penses em volta, morto o meu,
Pois para sempre é que me deste o teu.
William Shakespeare
(1564-1616)
Descrevendo:
Idade,
Shakespeare
sábado, 6 de novembro de 2010
"Alone, I am drunk on my thoughts; in company, I am sober again." Mason Cooley
Antípoda
Sou gélida como os pólos. Fria até a alma.
Impassível diante do dragão, extremamente calma.
Minha cidade: Cria do Sol e do mar.
Tanto calor e animação! Fazem-me sufocar.
As árvores balançam, finalmente uma brisa refrescante.
Repentinamente, ouço o choro de um infante.
Silêncio me foi roubado. Deram-me o som da aflição!
Vejo no canto dos pássaros a única solução.
Este céu azul, todos o acham tão belo e amável!
Para mim, será futuramente uma recordação afável.
Meu devaneio bicolor sugere o tom cinzento,
E entre o preto e o branco, presenciar o firmamento.
Decido caminhar pelas ruas - inebriada em meus pensamentos.
Tantos seres ao redor: Falsos sorrisos, enganosos sentimentos.
Dissimular e mentir fazem parte do cotidiano.
Prefiro, todavia, trancar-me mais, ano após ano.
Thais Barbiere
4/1/2010
Obs.: Infelizmente não sei quem é o responsável por essa imagem, pois a tenho no meu computador há muito tempo e sempre a admirei, somente sei que o nome dela é "Unveil my pain".
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