terça-feira, 7 de agosto de 2012
Let´s spread the poetry...
Th.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
My Curse
Like a disease, thy ghost.
Seems like it will never disappear.
I feel I'm a bird in a cage,
and I can never go away.
Locked inside my memories,
that haunt me everyday,
I'm a hollow heart
In a dead world.
Living without any trace of hope,
No expectation of goodness.
I see no future in anything
And nothing makes me desire.
Pain left me with inertia.
My only true friend.
I'm lost in this cruel existence
Bound to fail.
This black and white world
Is so damn cold,
cold as my non-beating heart,
that can freezes any Sun.
Love made me die,
in every little piece of heaven.
My personal hell,
my solitude.
Thou maketh my coffin,
my dearest plague.
I hope you suffer well,
fallen angel.
Th.
02/07/2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Are you gonna find me in July?
domingo, 24 de junho de 2012
Diálogo inconclusivo
- Sim, e já cheguei a uma conclusão. - ela responde, abruptamente.
- Quer compartilhá-la? - ele pergunta, demonstrando certa ansiedade.
- A vida, em si, é vazia. - lastima, cabisbaixa, quase sussurrando.
Sangro mais uma vez
Ao menos, fisicamente, pálida e lisa.
Já que minh'alma é velha,
uma anciã cansada da existência.
Dói-me viver.
A dor é feito o escuro,
se apodera de cada frágil canto.
Contudo não se vai embora com qualquer chama de luz.
É ardida e incessante,
ansiosa em seus meios.
Os olhos não mais clamam por cores.
O mundo já me é preto e branco,
com algumas pitadas de cinza.
Amargamente inóspito,
como a minha vida.
Sinto, aos poucos, a loucura me abraçar
e sussurrar palavras deliciosamente sensuais,
que qualquer pessoa sã odiaria.
Luto contra meus instintos animalescos,
e permaneço infértil.
Nada realmente produtivo eu alcanço.
Estou sempre a 4 palmos do abismo.
Pensando e relutando,
devo ou não devo?
Fico ou vou?
Lembranças de expectativas podres
e de sonhos azedos
levam-me a uma inércia talvez nunca sentida.
As anteriores nunca foram tão intensas
nem tão obscuras.
Sobrevoo novamente o abismo,
olho para o céu enevoado como minha vista,
dou um leve sorriso irônico,
viro para o lado e durmo.
Para esquecer que existo.
Thais Barbiere.
24/06/2012 - 21:28
segunda-feira, 7 de maio de 2012
O conhecer
Descobrimos pensar apenas,
pois o conhecer, na sua mais profunda expressão,
é o verdadeiro desconhecer.
E, mergulhados em nossos próprios pensamentos,
nos afundamos numa ideia infundada,
criada por uma ilusão dos nossos olhos
e mentes.
Achamos conhecer somente um pensamento,
algo idealizado em nossos corações,
que, no fim das contas, não passa
de uma mentira deslavada.
Criada, e cultivada, pelos nossos medos.
Th.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
It is what it is
Daí você se pega pensando no quão complicada a vida é,
pensa e repensa nos seus próprios atos e sentimentos,
Quando resolve que não há nada decisivo.
Tudo nessa vida tem solução,
boa ou ruim.
Mescla-se as escolhas, na maioria das vezes.
Quando um lado pesa mais,
nos cansamos e gritamos.
Noutro, nos entediamos e inertes ficamos.
Saber o poder de decidir
É, por si só, decisivo.
A dor não é por ter escolhido errado,
Mas por não ter coragem de voltar atrás.
Th.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Às oito
Uma pedrada forte na cabeça.
Sangue que jorra fatidicamente.
- Estou morrendo - Ela pensou.
E o mundo ainda gira, velozmente...
Mesmo que ela esteja inconsciente.
Essa sensação a corrói desde os 15 anos.
É uma tola, eu diria.
E ela vive o seu cotidiano como quem espera a morte.
Num tédio só.
Nenhuma alegria a consome,
nenhum sorriso a aguarda.
A desesperança existe em si.
- Estou aflita. E suja. - Ela conclui.
Uma aflição inevitável e inexorável, quase sobre-humana.
Suja de lágrimas, suor e decepção.
Ela esperava um mundo melhor,
feito de pessoas melhores.
Mas encontrou este lugar escuro e repleto de desilusão.
Que fazer se deu seu coração?
Mas ele foi cruelmente amassado com as mãos,
e o sangue grosso escorreu entre os dedos.
Depois foi pisoteado e deixado ao Sol.
Abandonado aos urubus.
Quem haveria de saber que a história terminaria tão mal?
Ou sequer, terminaria.
Ele jamais teve coragem de dizer adeus.
Ele jamais teve, ao menos, coragem.
Não se sabia o que passava dentro dele,
ou por trás de seus olhos verdes.
Sempre enigmático. Sempre tão reticente.
As palavras lhe pareciam inconsistentes,
Quando para ela,
São mais que essenciais.
Uma frase poderia destruir-lhe o dia,
ou o ano.
Ele costumava saber usá-las ao seu próprio bem,
mas desaprendeu
Ou cansou.
Não se sabe muito bem
Se era amor ou se desandou.
Th.

